Você é feliz ou vive feliz?

Neste texto vamos explorar as diferenças entre o SER e VIVER feliz, para que você possa decidir ser é uma pessoa feliz ou uma pessoa que vive feliz e assim, melhorar a qualidade do que você entende que seja felicidade.

O Professor Clóvis de Barros [@clovisdebarros], filósofo e professor brasileiro postou em suas redes sociais o seguinte texto:

“Zelemos pela felicidade, zelemos pela vida sabendo que ela se encontra exatamente nesse instante em que vos falo. Em nenhum outro instante, nem no passado, e apenas lembramos em forma de memória. Nem no futuro, que apenas projetamos em forma de vã esperança que nos aliena. Acho que há um problema na pergunta: você é feliz? É que o SER e o FELICIDADE não combinam muito.  A Felicidade não é coisa de ser. É coisa de viver. É coisa de existir. É coisa de estar no mundo. Não sou feliz. A verdade é que vivo feliz. Pelo menos buscando isso. Buscando a multiplicação de encontros alegradores.  Buscando o pleno desabrochar da minha potência nas atividades que escolhi para isso. Buscando a maior entrega possível  nos ofícios que deliberei serem os meus.”

Dito isso, vamos repetir a pergunta que abre este texto e observe se você mudou de ideia ou além de manter a sua posição inicial, se sente mais confortável depois das palavras do Professor.

Então, você É FELIZ ou VIVE FELIZ?

Imagine João, uma pessoa comum, com seus dias preenchidos por trabalho, responsabilidades familiares e momentos de lazer. João enfrenta desafios diários: o trânsito no caminho para o trabalho, prazos a cumprir, e o equilíbrio entre o tempo dedicado à família e a si mesmo. Mas ele não gosta da vida que leva. No entanto, é a vida de João. Enquanto não há mudanças nessa rotina, o presente é o que vale. O fato é que o nosso personagem tem a oportunidade de encontrar a felicidade na sua rotina. O que ele precisa decidir é aceitar a sua situação, sem perder a perspectiva de mudá-la. Essa mudança possibilitará uma nova visão, a qual permitirá valorizar a sua rotina. Afinal, como seria a vida de João sem ao menos a sua rotina desafiadora?

As tarefas do dia a dia podem ser vistas como obrigações tediosas ou como oportunidades para o crescimento pessoal e a satisfação. No nosso exemplo, João pode encarar o trabalho como apenas um meio de ganhar a vida ou pode buscar maneiras de se envolver mais com suas tarefas, reconhecendo como elas contribuem para o seu desenvolvimento e o bem-estar de outros e com isso mudar a sua própria realidade. Esse processo poderá ser considerado uma rotina de práticas que transformará sua vida “entediante” em uma vida feliz. Afinal, João está vivo e tem o poder e a oportunidade de transformar sua rotina. Acredite, é no processo de mudança que se deve encontrar felicidade, e não na mudança consolidada.  

Vamos explorar as diferenças chave entre esses dois conceitos, iluminados pelo pensamento de Clóvis.

 

SER FELIZ: UM ESTADO DE ESPÍRITO

TEMPORALIDADE ESTÁTICA: "Ser feliz" sugere um estado permanente, uma condição contínua que, uma vez alcançada, persiste indefinidamente. Essa concepção implica que a felicidade é algo a ser conquistado e mantido, um destino final.

EXPECTATIVA DE COMPLETUDE: associada a uma visão idealizada da vida, onde todas as condições são perfeitas e não há espaço para dor, tristeza ou desafio.

FOCO NO EU: tende a centrar-se na realização pessoal individual, muitas vezes medido por parâmetros externos de sucesso, como riqueza, status ou conquistas.

 

VIVER FELIZ: UMA PRÁTICA DINÂMICA

FLUIDEZ TEMPORAL: Clóvis enfatiza que a felicidade está no "viver", um processo contínuo repleto de altos e baixos. Não é um estado a ser mantido, mas uma série de momentos e escolhas que refletem uma abordagem positiva à vida.

ACEITAÇÃO DA IMPERFEIÇÃO: reconhece que a vida inclui desafios, tristezas e falhas. Viver feliz não é ignorar as dificuldades, mas encontrar maneiras de apreciar a jornada, apesar delas.

ENGAJAMENTO COM O MUNDO: envolve uma orientação externa, buscando conexão, significado e alegria nas relações com os outros e no engajamento com atividades que transcendem o interesse pessoal.

 

IMPLICAÇÕES PRÁTICAS DA DIFERENÇA

Clóvis de Barros argumenta que a busca pela felicidade não deve nos alienar do presente, nem nos prender em uma busca incessante por um estado idealizado de ser. Em vez disso, devemos nos concentrar em viver de forma que cada dia traga sua própria forma sobre o que você entende por felicidade. O mais importante nisso tudo é que você tenha consciência de que, o que você faz no dia a dia, por mais simples que seja, considera como algo que lhe deixa feliz.  

Observe as possibilidades de uma vida feliz a seguir:

VIDA FELIZ NO COTIDIANO:

COMPARTILHAR UMA REFEIÇÃO: fazer do jantar um momento de conexão, desligando a TV e deixando os celulares de lado para realmente conversar e compartilhar experiências do dia. Faça o mesmo quando estiver fazendo uma refeição sozinho. Claro, se você decidir que fazer refeições olhando o celular ou com a TV ligada, ou ainda os dois é uma prática de vida feliz, tudo bem, afinal, é você quem decide. Mas há estudos que sugerem o contrário. Pense nisso.

CONSIDERAR O DINHEIRO COMO ALGO BOM: a relação entre dinheiro e felicidade é complexa e multifacetada. Enquanto o dinheiro por si só não garante felicidade, o uso consciente e estratégico dos recursos financeiros pode, de fato, contribuir significativamente para o bem-estar e a satisfação com a vida. Aqui estão algumas formas pelas quais o dinheiro pode ser uma fonte de felicidade: redução de estresse, pois o dinheiro nos capacita a atender nossas necessidades básicas como alimentação, moradia, saúde, educação e segurança. Nos proporciona liberdade de escolha, possibilitando novas experiências quando aplicado em viagens e cursos e aquisição de bens materiais. Nos oferece a oportunidade de apoio aos outros, já que nos permite expressar a nossa generosidade através de doações. E ainda permite investir em nós mesmos, pois ampliam significativamente as possibilidades para cuidar da saúde e de desenvolvimento pessoal. Como você pode observar, dinheiro não é algo opcional, mas extremamente essencial para se viver.

OBSERVAR A NATUREZA: tirar um momento para observar o céu, seja admirando as nuvens durante o dia ou as estrelas à noite, reconhecendo a beleza e a vastidão que nos rodeia. Ou mesmo apreciar a sua casa, sua rua, a sua cidade. Enfim, a prática da observação serve para qualquer situação, pois quando está presente observando o seu ambiente, você está se conectando com ele e tirando conclusões e até tomando decisões que podem gerar felicidade.

PRATICAR A GENTILEZA: um sorriso para você mesmo, para um conhecido ou mesmo a para um estranho, segurar a porta para alguém, ou agradecer sinceramente ao caixa do supermercado, ao UBER, ao cobrador do ônibus, ao feirante, ao gari. Pequenos atos de gentileza podem iluminar o dia de alguém e aumentar a própria felicidade.

RECONHECER O CRESCIMENTO PESSOAL: celebrar as pequenas vitórias e o progresso em direção a objetivos pessoais, reconhecendo que cada passo, mesmo que pequeno, é parte importante da jornada.

PRATICAR A AUTOACEITAÇÃO: reservar um momento para refletir sobre suas qualidades e conquistas, cultivando uma atitude de autoaceitação e carinho próprio.

PRIORIZAR O SONO DE QUALIDADE: tomar decisões que priorizem uma boa noite de sono, reconhecendo seu impacto fundamental no bem-estar físico e mental.

BUSCAR NOVAS EXPERIÊNCIAS: inscrever-se em uma aula de algo totalmente novo, como por exemplo, aprender a tocar um instrumento ou planejar uma viagem a um lugar desconhecido, ou ir a um local na sua cidade que você nunca foi, ou falar com um estranho [tomando as devidas precauções] abrindo-se para o novo e para o crescimento que vem com ele.

CRIAR MOMENTOS DE DESCONEXÃO: designar períodos sem tecnologia para se reconectar consigo mesmo, seja por meio da meditação, da leitura, ou simplesmente ficar em silêncio.

PRATICAR VOLUNTARIADO: dedicar tempo a ajudar os outros, seja em uma organização local ou ajudando um vizinho. O voluntariado não apenas beneficia a comunidade, mas também enriquece o próprio sentido de propósito e conexão.

CULTIVAR HOBBIES EM GRUPO: participar de clubes de leitura, grupos de corrida, de ciclismo, de esporte [futebol, vôlei, xadrez] ou encontros de jardinagem para combinar paixões pessoais com a oportunidade de conhecer pessoas com interesses similares.

OUVIR MÚSICA OU ASSISTIR A FILMES: música e filmes têm o poder de nos fazer refletir e amplificar nossas emoções. Uma melodia pode acalmar a mente, inspirar alegria, ou oferecer conforto em momentos de tristeza. Da mesma forma, filmes podem nos fazer rir, chorar, ou sentir uma gama de emoções que nos ajudam a processar nossos próprios sentimentos e experiências. Filmes, em particular, podem oferecer visões de mundo que desafiam nossas percepções e estimulam a empatia e a compreensão. Eles podem nos introduzir a novas ideias, culturas, e experiências de vida, promovendo uma maior abertura mental e crescimento pessoal. Por sua a vez, a música pode servir como uma forma de expressão pessoal, permitindo-nos encontrar voz em letras e melodias que ressoam com nossa própria vida, desejos, e lutas.

O ditado popular “quem canta seus males espanta” faz sentido.

CANTAR OU TOCAR UM INSTRUMENTO OU OS DOIS: cantar ou tocar um instrumento musical se insere profundamente na prática de viver feliz por uma série de razões poderosas, tanto do ponto de vista psicológico quanto físico. Estas atividades não só servem como uma expressão criativa e um meio de conexão social, mas também têm benefícios terapêuticos comprovados.

Aqui estão algumas contribuições para a sua felicidade que essas práticas oferecem: válvula de escape emocional; estímulo à criatividade; benefícios físicos e mentais como redução de estresse e ansiedade, melhoria da saúde cerebral, pois melhora a memória, a atenção e a flexibilidade cognitiva. Além disso, há possibilidade de conexão social como sentimento de comunidade e pertencimento quando participamos de corais, grupos musicais ou mesmo quando cantamos e/ou tocamos para os outros. E ainda oferece a prática do aprendizado contínuo e o desenvolvimento da disciplina e paciência. Cantar e/ou tocar são fontes inesgotáveis de felicidade.

REFLEXÃO DIÁRIA: manter um diário de gratidão, anotando três coisas pelas quais você é grato todos os dias, pode transformar a percepção sobre a vida e aumentar a sensação de felicidade.

Segundo Clóvis de Barros, enquanto "ser feliz" pode nos levar a uma busca incessante e muitas vezes frustrante por um estado inatingível, "viver feliz" nos convida a abraçar a vida como ela é, encontrando alegria no processo e na prática diária. Assim, "viver feliz" se torna uma escolha consciente e uma expressão de liberdade, refletindo uma compreensão mais profunda e realizada da felicidade.

A felicidade, como nos lembra Barros, é uma prática cotidiana, construída através de decisões conscientes que valorizam o presente e nos conectam com outros. É nas pequenas escolhas que encontramos a possibilidade de transformar o cotidiano em uma experiência rica e satisfatória. Viver feliz, então, é um ato de equilíbrio e atenção, uma jornada de escolhas que nos leva a apreciar plenamente a beleza de estar vivo.

 

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Texto elaborado com o auxílio do Chat GPT.